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*Artigo escrito pelo advogado trabalhista Wiler Coelho

Diante da pandemia do Coronavírus, o Conselho Nacional de Justiça publicou a Portaria nº 61/2020 que instituiu e disponibilizou para os tribunais a Plataforma Emergencial de Videoconferência, a fim de que se realizem audiências e sessões de julgamento nos órgãos do Poder Judiciário, de maneira virtual. Essa novidade no judiciário brasileiro, inclusive nos Tribunais Superiores, foi orientada aos Magistrados e servidores, considerando as restrições de acesso de pessoas aos prédios dos fóruns.

Diversas varas dos tribunais aproveitaram o momento de isolamento social para criar saídas, por meio das ferramentas virtuais de comunicação, que permitam a realização das audiências em modo online. Algumas destas soluções individuais até passaram a ser normatizadas por Atos e Portarias e estão sendo extensivamente utilizadas pelos tribunais. Entretanto, alguns tribunais restringiram – por enquanto – o uso da videoconferência para certos tipos de audiências.

Não pode ser negado que, graças à virtualização do processo judicial, o que já se vem sendo aprimorado há anos, não houve uma paralisia total dos processos e do próprio Poder Judiciário em tempos de calamidade pública causada pela pandemia. Além dos andamentos normais que os processos estão tendo, surgem também questões inerentes à realização das audiências em ambiente virtual.

É certo que existe uma série de requisitos e cautelas que devem ser observadas, e que por si só, em muitos casos, já inviabiliza a realização das audiências virtuais. Claro que o ideal é que se realizem nos fóruns, pois estão sujeitas a um controle exercido pelo juiz, o que no ambiente virtual se torna impossível. Por exemplo, quando há incomunicabilidade das testemunhas, ou vedação ao acompanhamento do depoimento pessoal por quem ainda não depôs ou então depoimento “pré-arranjado” e apoiado em escrito, previamente preparado.

Na realidade, a realização ou não da audiência em ambiente virtual em tempos de pandemia fica a escolha dos advogados e partes, neste momento de não funcionamento dos espaços físicos em razão do isolamento social determinado em função da pandemia.

Porém, o judiciário também pode verificar caso a caso, intimar os advogados, sem a necessidade da realização de audiência, para saber se há interesse em acordo, produção de provas, realização de perícias, entre outras questões, que em tempos normais seriam verificadas em audiência. Essa também é uma saída de fazer com que o processo não pare caso as partes se posicionem pela não realização da audiência virtual.

Diante do “novo normal”, não é indicado que a sociedade se afaste da realidade de realizar as audiências na modalidade virtual, quando possível, observando a efetividade judicial. Porém, não há como fechar os olhos aos riscos de eventuais violações à legalidade da audiência e a correta defesa das partes. Afinal, isso sim seria uma verdadeira maneira de desvirtuar o direito e a própria razão da efetividade processual.

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Liane Destefani, presidente da autarquia, destaca que o trabalho traz segurança à população

O desabamento de casas e prédios, explosões por instalações de gás feitas de maneira irregular chocam a população e reforçam o alerta sobre a importância de um profissional habilitado responsável pelas obras e reformas. O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Espírito Santo (CAU/ES) reforçou sua atuação em fiscalizações para garantir a segurança da população capixaba durante a pandemia.

Somente nos meses de abril e maio, mais de 60 pessoas foram notificadas por exercício ilegal da profissão no estado. A presidente do CAU/ES, Liane Destefani, destaca que é fundamental que a população participe deste trabalho denunciando atividades irregulares e obras sem responsável técnico habilitado. “É importante lembrar as denúncias devem ter o máximo de evidências possíveis para dar embasamento e direcionamento para o fiscal, seja com fotos, documentos e endereços. Para garantia da segurança da sociedade, a fiscalização é uma das finalidades do Conselho”, explica.

Liane Destefani – presidente do CAU/ES

De acordo com dados da Gerência Técnica do CAU/ES, em 2020 já foram recebidas 33 denúncias que estão sendo apuradas e foram gerados mais de 240 relatórios de fiscalização. Nesse período de distanciamento social, o Conselho prorrogou o teletrabalho e suspensão dos atendimentos presenciais até o dia 30 de junho, porém as fiscalizações a fim de identificar leigos exercendo a profissão de arquiteto e urbanista seguem em andamento. Vale destacar que são verificadas empresas, pessoas físicas e estudantes que prestam serviços de arquitetura e urbanismo irregularmente, assim como recém-formados que estão atuando sem possuir o devido registro no Conselho. No Espírito Santo, episódios como o desabamento do prédio no Centro de Vitória e também as casas arrastadas pelas enchentes no sul do Estado, ambos acontecidos em janeiro, revelam a necessidade de um profissional tecnicamente habilitado estar à frente das obras e vistorias.

Contra a PL 1263/20
Durante esse período de pandemia, a PL 1263/20 começou a tramitar em Brasília e tem como objetivo reduzir temporariamente o valor das anuidades dos conselhos profissionais. Liane Destefani explica que essa é uma proposta que não foi discutida com os conselhos e que tem um impacto muito negativo na realidade das instituições, impactando diretamente em atividades de interesse público como a fiscalização.

Faça sua parte
Obras e projetos sem arquiteto e urbanista, além de condutas antiéticas dos profissionais registrados no CAU/ES, podem ser denunciadas ao Conselho. Todo cidadão pode registrar as denúncias pelo site do CAU/ES, clicando na aba “Denunciar irregularidades” ou pelo telefone 27 3314-3271 (WhatsApp). É importante informar que a fiscalização acerca do cumprimento de parâmetros estabelecidos nas legislações municipais, bem como barulhos e ruídos, não são de competência do CAU/ES, mas sim das prefeituras municipais.

Por que denunciar?
Você ajuda a fiscalização do Conselho a proteger a sociedade, evitando prejuízos e/ou tragédias.

A denúncia pode ser anônima?
Pode, seus dados ficarão em sigilo.

É possível acompanhar?
Sim, por meio da denúncia pelo site o denunciante gera um número de controle, por meio do qual pode receber informações sobre o andamento da averiguação.

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E, chegamos ao 1º de maio, Dia do Trabalho, dia de reflexão, inclusive sendo feriado no Brasil, bem como em diversos outros países do mundo como Portugal, Rússia, França, Espanha, entre outros.

Em momentos como os que estamos vivendo hoje, ou melhor, desde quando se disparou o desemprego em nosso país, essa data nunca se fez tão importante, ainda mais em face da legislação trabalhista e demais regras de trabalho. Assim, observando eventos recentes, que diante dos elevados números do desemprego e estagnação da economia, vieram as promessas mirabolantes.

Em 2017 houve a reforma trabalhista, que feita às pressas apenas reduziu muitos dos direitos e garantias trabalhistas e, consequentemente, diminuiu a renda do trabalhador, sem, contudo, criar os tão esperados empregos, além de reduzir a ascendente informalização do trabalho no Brasil. Prova disso são os alarmantes números de desempregados e trabalhadores informais observados nos anos de 2018 e 2019.

Contudo, por estar consubstanciado na sociedade que a sua roda gira no alicerce do capital, o importante era desonerar, pagar e gastar menos com os trabalhadores e com isso, vida que segue. Chegamos em 2020 e com ele também chegou o coronavírus, a Covid-19, logo após o carnaval. Pandemia que sacudiu e modificou a forma e as relações humanas em todos os seus níveis.

Vimos então que o capital sem sua força de trabalho não é nada, vimos que os trabalhadores são essenciais, fundamentais, a verdadeira força que faz rodar a economia, movimentar a sociedade e a produção, pois com a obrigatoriedade do afastamento social e dos trabalhadores permanecerem em casa, tudo parou.

Ultrapassada a observação da força que movimenta a sociedade (o trabalhador), nos deparamos com a força que movimenta a economia, a pessoa que compra no bairro, que paga a conta porque precisa do seu nome limpo, que compra à prestação, que geralmente gasta todo o seu salário em efetivo consumo, pessoa essa que não poderia ser outra, senão o trabalhador, o carteira assinada, aquele que não pode ter sua renda diminuída, por que isso prejudica a economia, porque diminui o consumo, retrai a  produção e não possibilita o desenvolvimento social.

E com isso voltamos ao nosso 1º de maio, à pandemia e à eterna necessidade de refletirmos e ponderarmos acerca de nossos conceitos ou preconceitos em relação à importância e necessidade dos trabalhadores brasileiros. E viva o 1º de maio, ao trabalho e ao trabalhador brasileiro e o desejo que as reflexões de patrões e empregados não sejam realizadas apenas nesta data, mas sim em todos os nossos dias.

Wiler Coelho é advogado trabalhista

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Condições insalubres contribuem para a propagação de doenças respiratórias e alérgicas nos moradores

Está na lei: as pessoas têm direito à moradia digna, com condições de salubridade e habitabilidade; está na Constituição Brasileira, na Lei Nº 11.888. Porém esta não é a realidade de mais de 11 milhões de brasileiros que moram em aglomerados subnormais (assentamentos irregulares conhecidos como favelas, invasões, grotas, baixadas, comunidades, vilas, ressacas, mocambos e palafitas, entre outros), de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De olho nesta realidade, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Espírito Santo (CAU/ES), em consonância com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), reforça a necessidade da estruturação de um plano de Assistência Técnica em Habitações de Interesse Social (ATHIS), além do aprimoramento das condições de saneamento das condições de saúde da população.

Liane Destefani – presidente do CAU/ES

“Uma casa bem estruturada, com espaços organizados, garantindo ventilação, instalação correta de eletricidade e sistema sanitários ligados à rede de esgoto municipal, tira as pessoas da fila dos hospitais e postos de saúde. É neste contexto, que a infraestrutura das casas se justifica também como uma questão de saúde. Uma casa úmida pode causar doenças respiratórias e alérgicas aos moradores. Um sistema elétrico mal instalado, com fiação aparente, pode gerar um curto circuito, levando ao risco de intoxicação por fumaça e de queimaduras. Enfim, condições ruins de habitação, mais do que tirar o conforto dos moradores, também comprometem a saúde”, explica Liane Destefani, presidente do CAU/ES.

Questões como a falta de saneamento e a impossibilidade de trabalhar de casa, seja pela falta de liberação por parte dos empregadores ou pela informalidade do trabalho, são fatores que não permitem moradores de comunidades carentes acatarem orientações das autoridades quanto à higiene pessoal e ao isolamento social. Comunidades como a de Redenção, em Vitória, são um dos retratos desse quadro precário apontado pelo Conselho, onde uma das famílias foi beneficiada com projeto patrocinado pelo CAU/ES e desenvolvido por alunos de uma faculdade particular.

“O fato é que, apesar de muitos núcleos urbanos terem começado sem planejamento, o envolvimento de profissionais e poder público nestes locais é urgente e necessário. É uma questão de saúde e direito das pessoas. O CAU/ES atua na promoção deste segmento tão nobre para as cidades que é a Arquitetura Social, por meio de programa de Assistência Técnica em Habitações de Interesse Social (ATHIS)”, comenta a presidente da entidade.

Opinião que é compartilhada pela conselheira do CAU/ES, Daniela Caser. Para a arquiteta, a reurbanização das comunidades carentes é uma medida necessária para garantir a saúde da população. “No Espírito Santo temos poucas ações neste sentido, antes o Projeto Terra, realizado em Vitória tinha um protagonismo importante na reurbanização dessas áreas mais carentes, porém, esse quadro mudou”, comenta.

Na Carta à Sociedade publicada pelo CAU/BR no Dia da Saúde, comemorado em 7 de abril, a autarquia registra a urgência de garantir infraestrutura e saúde por meio da arquitetura em áreas carentes. “Da mesma forma é fundamental a pronta retomada dos programas de urbanização de favelas, a intensificação da regularização fundiária e a execução de programa habitacional que garanta o acesso da população de baixa renda às áreas com infraestrutura consolidada, medidas essenciais para o bem-estar da população, o que é também o objetivo final das políticas sanitárias. Além dos benefícios para a Saúde Pública, esse conjunto de ações teria um forte impacto na Construção Civil, grande geradora de empregos e fonte de renda para milhões de brasileiros. Nesse âmbito, sugerimos às autoridades medidas estruturais de espectro nacional que alcancem efetivos resultados em toda cadeia produtiva da Construção Civil, garantindo, assim, emprego e renda às centenas de profissões que nela atuam, entre elas os arquitetos e urbanistas”.

Limpe antes de entrar

Visando orientar a população, o CAU lançou o Manual “Orientações da Arquitetura Hospitalar para controle do contágio de contágio: COVID-19”. O documento foi elaborado a partir de protocolos e orientações da Associação Brasileira de Norma Técnicas, do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Daniela Caser, arquiteta e urbanista que integra o corpo de conselheiros do CAU/ES, que atua também em projetos de ambientes hospitalares e clínicas médicas, conta que traz essa experiência para casa, mesmo antes da pandemia e compartilha aqui os cuidados de higienização:

Daniela Caser    conselheira do CAU/ES

“Sempre tive esse cuidado de chegar em casa e tirar os sapatos. Antes de entrar, eu os deixo numa área de serviço, que chamamos de ‘área suja’, onde fica um tanque com varal para panos de chão e os produtos que usamos na limpeza da casa. Depois de deixar os sapatos, ali, eu acesso outra área, a ‘a área limpa’ onde eu lavo as mãos com sabonete antisséptico e só aí eu acesso a casa. Quando eu chego da obra ou da rua, também deixo nesse local sujo as roupas, eu tiro e já coloco no cesto de roupa para lavar. Minha mãe sempre foi exigente com limpeza e são hábitos que nossa família tem desde sempre. Trabalhando com arquitetura hospitalar em projetos de clínicas e áreas médicas, nos preocupamos com esses fluxos de ‘área limpa’ e ‘área suja’. Com o COVID-19, aumentou um pouco mais os cuidados e coisas a serem limpas antes de entrar em casa. O sapato é o primeiro a ser tirado, aí temos que higienizar chaves, bolsas e quaisquer outros itens que venhamos a trazer da rua com álcool gel, principalmente o aparelho de celular, depois disso Lavamos as mãos antes e depois de manipular esses objetos para evitar contaminação”.

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Evento é aberto ao público e será promovido nesta quinta-feira (13), às 19h.

No Brasil, a Lei 12.846/2013, conhecida como Lei Anticorrupção, abriu espaço para uma forma de Compliance mais específica, voltada para implantação de medidas anticorrupção, o chamado Programa de Integridade. Seu objetivo é prevenir e combater atividades ilícitas dentro das instituições públicas e privadas. Nesta quinta-feira (13) a Universidade Vila Velha (UVV) apresenta, a partir das 19h, um debate exatamente sobre “A importância do Programa de Integridade para o combate à corrupção”.

O evento será promovido pela pós-graduação em Governança, Gerenciamento de Risco e Compliance, uma parceria entre a Universidade Vila Velha e o Instituto de Governança, Integridade e Desenvolvimento Organizacional – IGIDO, e terá a presença do Controlador Geral de Minas Gerais, Rodrigo Fontenelle, o presidente do Conselho Nacional de Controle Interno (CONACI), Leonardo Ferraz, e a mediação será conduzida pelo Secretário de Controle e Transparência do Estado do Espírito Santo, Edmar Camata. A inscrição para participar do debate é gratuita e pode ser feita pelo site da instituição (www.uvv.br) na aba de Eventos.

De acordo com o Curador Técnico Paulo Wanick e a coordenadora da Pós Graduação em Governança, Gerenciamento de Risco e Compliance, Ana Cintas, o Programa de Integridade possui diversos pilares, que quando implantados e monitorados permitem maior transparência em todos os processos institucionais e com os stakeholders.

“É notório o momento do Brasil no combate a corrupção. As instituições – sejam públicas ou privadas – que conhecem a importância da implantação efetiva do programa de integridade mantém a salvaguarda da competividade licita, com adoção diária de uma boa gestão corporativa. Por isso, quanto mais disseminarmos o tema e mais instituições aderirem, aumentaremos o grau de transparência e com isto minimizaremos o combate a corrupção”, comentam.

SERVIÇO:

Tema: “A importância do programa de integridade para o combate à corrupção”

Realização: Pós-graduação em Governança, Gerenciamento de Risco e Compliance

Data: 13 de fevereiro de 2020

Horário: 19h às 21h

Local: Universidade Vila Velha – UVV | Arena Debate (Sala 4 do Prédio Branco)

Contato: (27) 3421-2110 e dpg@uvv.br

Inscrições: gratuitas, pelo site www.uvv.br, na aba de Eventos.

 

Convidados:

Rodrigo Fontenelle – Controlador Geral do Estado de Minas Gerais;

Leonardo Ferraz – Presidente do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci)

Mediação:

Edmar Camata – Secretário de Controle e Transparência do Espírito Santo

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Juristas participam do lançamento da obra “Mediação e Arbitragem: alternativas à jurisdição”, de Jose Luis Bolzan de Morais, Doutor em Direito do Estado e Professor da FDV, nesta sexta-feira (22), em Vitória

De acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cerca de 80 milhões de processos seguem em tramitação na Justiça. Para dar andamento à essa grande demanda, a mediação se apresenta como um recurso importante, inclusive, em disputas envolvendo a administração pública. Este é um dos aspectos tratados no livro “Mediação e Arbitragem: Alternativas à Jurisdição”, escrito pelo Procurador do Estado Jose Luis Bolzan de Morais, que será lançado nesta sexta-feira, dia 22, no auditório da Faculdade de Direito de Vitória, em Santa Lúcia.

Jose Luis Bolzan de Morais é Procurador do Estado do Rio Grande do Sul (RS) e doutor em Direito do Estado. Esta é a 4ª edição da obra, atualizada com as Leis 13.140/2015 e 13.140/2015, além de incluir também a discussão do uso de novas tecnologias para a realização de procedimentos de mediação, em especial.

A temática é uma das estratégias para desafogar e dar respostas aos cidadãos em tempos de crise do Estado e do Sistema de Justiça, além de se constituir em uma técnica que permite outras práticas de tratamento de conflitos fora do ambiente forense. “A mediação é uma via diferente e necessária para a solução de conflitos. O Estado vive uma crise em seu Sistema de Justiça, são muitos processos represados, aguardando decisão do Judiciário.  Por meio da mediação, é possível dar andamento à essas demandas e dar fluxo ao sistema de Justiça, assim como oportunizar a utilização do consenso como meio de construção de resposta a conflitos que sequer necessitam a intervenção da jurisdição”, explica.

Opinião compartilhada pelo presidente da Associação de Procuradores do Estado (Apes), Leonardo Pastore. “’Justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta’. Esta frase atemporal de Rui Barbosa carrega consigo a tônica que deve servir de norte para a solução dos litígios. A preocupação dos legisladores de dar mais agilidade à justiça brasileira é necessária e contemporânea à necessidade dos jurisdicionados, tendo como um bom exemplo o Código de Processo Civil, que estimula a conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos por todos os atores jurídicos”, comenta. 

Sobre o evento:

Além da obra de Jose Luis Bolzan de Morais, a programação inclui também o lançamento do livro “Processo Eleitoral e Estado de Direito: diálogos sobre democracia e política”, de Edilene Lôbo e José Emílio Medauar Ommati.

Entenda:*

Quem pode conciliar?

Todo mundo! Se você tem um processo na Justiça, pode tentar resolver o problema de forma negociada.

O que devo fazer?

Vá até a unidade do Judiciário mais perto da sua casa e procure o núcleo, centro ou setor de conciliação. Lá, diga que tem um processo na Justiça e que quer conciliar. Isso vale se você tem uma ação tramitando na Justiça Federal, Justiça Estadual ou na Justiça do Trabalho e quer conciliar.

E se a outra parte não aceitar? Como fica?

Aí, não tem acordo. O juiz não pode obrigar ninguém a conciliar, nem você nem a outra parte.

A conciliação é ganho de tempo?

Sim. Ela é a forma participativa e rápida de resolver o conflito: você decide o que é melhor para você.

A conciliação significa que você está desistindo de receber o que de fato merece?

De jeito nenhum! Com a conciliação não tem tudo ou nada. É uma forma de resolver o problema sem vencedores e vencidos. Na conciliação, todos trabalham juntos para que todos possam ganhar!

E quais são os benefícios da conciliação?

As partes não precisam gastar tempo com documentos, nem sofrer o desgaste emocional de ficar mantendo um conflito por tempo indeterminado. É, ainda, pacífica por se tratar de um ato espontâneo, voluntário e de comum acordo entre as partes.

* com informações do CNJ.

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Integrantes do mercado imobiliário de todo país compareceram em peso em Brasília na manhã de quarta-feira, dia 13. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apresentou o documento “Agenda Estratégica 2019/2022 – Um novo Brasil com a Indústria da Construção” para parlamentares do Congresso Nacional.

As entidades locais Ademi-ES e Sinduscon-ES, juntamente com outras instituições estaduais ligadas à indústria e ao mercado imobiliário, participaram do encontro, sendo representadas por seus respectivos presidentes Sandro Carlesso e Paulo Baraona. A agenda reuniu deputados federais e senadores para uma discussão sobre as demandas prioritárias para o desenvolvimento do setor e, consequentemente, da economia. Do Espírito santo estavam presentes os deputados  federais Amaro Neto (PRB), Da Vitória (PPS) e Felipe Rigoni (PSB).

Entre os temas relacionadas na agenda entregue estão a Reforma da Previdência, Reforma Tributária, Segurança Jurídica, FGTS, Distratos Imobiliários, Lei das Licitações, Licenciamento Ambiental, Áreas Contaminadas, Critérios para a paralisação de obras, Lei Geral das EPP – Empate Ficto, Saneamento Básico, Lei de Desapropriações, Securitização de Ativos, Garantia da Obra pelo Construtor (Solidez e Segurança das edificações), Alienação Fiduciária, Prorrogação do RET, APP em Área Urbana, Redução da Burocracia e Custos Cartoriais, Critérios Ambientais e de Sustentabilidade nas Edificações.

De acordo com a CBIC, o segmento representa 7,3% do PIB Nacional e emprega 11,6 milhões de pessoas, chegando a desembolsar mais de R$ 200 bilhões com a remuneração de trabalhadores. Com o reaquecimento da indústria da construção civil e do mercado imobiliário, a estimativa é que a atividade fomentará a oportunidade de um novo ciclo de desenvolvimento no Brasil, com geração de emprego e investimentos.

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A Inclusão Social em que o Bolsa Família assiste a milhões de famílias vulneráveis no Brasil e o Seguro Desemprego que atende também a milhões de desempregados, precisa passar por uma reformulação urgente de integração para  aumentar a geração de empregos no país.

Para aumentar a geração de empregos, o primeiro deveria utilizar os recursos já existentes do Programa Acessuas Trabalho do próprio Ministério do Desenvolvimento Social, para preparação das pessoas do Bolsa Família na orientação vocacional e de habilidades ao mundo do trabalho. Assim um aluno com habilidades em gastronomia por exemplo, estaria apto a fazer os cursos do Sistema S ou Pronatec/MEC de Salgadeiro, Doceiro, Padeiro, Cozinheiro entre outros.

geração de empregos

Os cursos já são base do Sistema S e Pronatec do Ministério da Educação com grande capilaridade em em todo o país.

Caberia ao Ministério do Trabalho a intermediação da mão de obra para os diplomados e ao Sebrae orientação ao empreededorismo, onde o Microcrédito (recursos do FAT/BNDS e do compulsório) seria priorizado para estes.

Acontece que por burocracia e perda de foco, os Sine‘s só existem em poucos municípios e faz além da Intermediação da mão de obra (IMO), o Seguro Desemprego e a Carteira de Trabalho. Com a desburocratização dos Sine’s, cada município terá a intermediação de sua mão de obra, onde a Carteira de trabalho passa a ser digital e o Seguro Desemprego volta para a gestão CEF.

Assim teremos o maior programa de Inclusão Social e Produtiva, onde os Ministérios do Trabalho, Desenvolvimento Social, Educação somados ao Sistema S e ao microcrédito, poderão disponibilizar ao mercado de trabalho a tão solicitada mão de obra qualificada pelos empresários do emprego formal e pelo empreendedorismo.

Esta Integração Produtiva, além de gerar renda, também gerará economia de recursos, condicionando ao cidadão quando solicitar o seguro-desemprego ou o Bolsa Família que fosse encaminhado para o Acessuas e na sequência aos cursos profissionalizantes, onde com certeza terá melhores condições de empregabilidade.


geração de empregos

Ary Bastos

  • Presidente do Sindimóveis-ES
  • Conselheiro Efetivo do CRECI-ES
  • Vice Presidente da FENACI
  • Presidente do Conselho Estadual do Trabalho e Subsecretário do Trabalho do estado.

 

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